terça-feira, 27 de dezembro de 2011

De vez em quando você vai lembrar de mim...

Surpresas boas acontecem para dar um pouco mais de emoção às nossas vidas. Acontecem para que tenhamos um momento de felicidade e, principalmente, nos sentirmos melhores. Sempre gostei de surpresas boas: uma mensagem na madrugada, uma ligação que vale o dia, uma visita inesperada. Sim, sou daquelas românticas bobas que dão valor a pequenos detalhes. Um toque, um olhar, uma palavra, uma música ou algo que faça com que cada momento seja único e especial.

Estou encerrando 2011 com o gostinho de uma surpresa boa que, apesar de ter mexido muito comigo, ao mesmo tempo me devolveu a paz, de espírito e de coração, me devolveu o brilho e a vontade de ir em busca do que me faça tão ou ainda melhor.

É uma surpresa que, infelizmente, não posso e nem devo receber sempre, mesmo tendo deixado gostinho de quero mais. Mas, mesmo assim, tirou um sentimento ruim, colocando inúmeras coisas boas no lugar. Me fez sentir especial e lembrada com carinho, e deixará de ser uma surpresa para ser uma maravilhosa lembrança em 2012. E eu espero que 2012 venha recheado de surpresas boas como esta, pois, na noite da virada, vou me lembrar de todas as lembranças boas e vou pedir duas coisas aos céus: mais e mais surpresas e bons momentos no ano novo e para que eu também seja uma lembrança boa para alguém. Porque, “de vez em quando você vai lembrar de mim...”

domingo, 25 de setembro de 2011

Pessoas estrelas

Em contradição a um dos apelidos mais carinhosos que já ganhei, tenho aprendido a odiar “pessoas estrelas”. Aquelas que somente passam por nossas vidas, aparecem e desaparecem com uma facilidade invejável. Pessoas estrelas brilham num dia, enchendo-nos de alegria e, no outro, se apagam, deixando-nos na escuridão.

Além disso, o termo aplica-se também àqueles que só se preocupam com eles mesmos. Afinal, qual é a utilidade das estrelas a não ser enfeitar o céu e nos encantar? Uma compete com a outra, uma sempre quer se destacar das demais. E nenhuma delas se importa com os pobres mortais que, da Terra, as admiram.

Pessoas estrelas também não. Não se importam com os sentimentos dos outros e nem se preocupam se a sua ausência machucará alguém. Pessoas estrelas querem brilhar e, para isso, são capazes até mesmo de roubar o brilho dos olhos de alguém. Se acham no direito de encantar, iludir e, depois, somem sem deixar pistas pelo buraco negro da vida. São egoístas, mesquinhas e cheias de si. São perturbadoras e não se contentam com pouco, querem sempre mais. Estão sempre atrás de mais brilho ou do pouco que sobrou naqueles que já sofreram em suas mãos. Quanto mais, melhor. Afinal, ninguém pode brilhar mais que uma pessoa estrela.

O problema é que não há como identificá-las antecipadamente. As pessoas estrelas irão sempre aparecer. E sumir. E aparecer novamente. E fazer doer. Estarão sempre indo e vindo, pelo simples prazer de roubar o brilho dos seus olhos. E será sempre assim. É assim com a/o minha/meu “estrelinha”.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Perdi o rumo

Eu te digo não, mas você entende sim. Eu peço para que você desapareça, e você se faz ainda mais presente. Eu te mando espinhos, e você vê rosas. Eu me faço indiferente, e você encontra em mim um turbilhão de sentimentos. Eu tento me afastar, mas você sempre consegue me fazer voltar atrás. E quando eu finalmente acredito estar certa, você chega como um furacão, me fazendo, mais uma vez, perder o rumo.

Esse seu jeito malandro não me convence mais. Não consigo encontrar a verdade em suas palavras e, mesmo assim, eu perco meu tempo tentando entendê-las. Eu releio nossas conversas, eu revejo as cenas e tento, em vão, me convencer de que há um pouco de sinceridade no que você diz. Quanto mais eu penso, mais confusa eu fico. Eu sei o que não quero, mas não consigo definir o que quero.

Encontrei aquele CD que um dia foi a trilha sonora da nossa história e ouví-lo parecia estar revivendo tudo de bom que vivemos. As músicas pareciam anular toda a raiva e rancor que guardei durante todo o tempo que ficamos sem nos falar, além de apagar da minha memória o mal que você me fez. Tenho momentos repentinos de sanidade que me fazem acordar e esquecer tudo isso, mas eles passam na mesma velocidade com que chegam.

Enquanto isso, vou metendo os pés pelas mãos. Fazendo e falando coisas que não deveria e deixando escapar entre os meus dedos aquilo que eu tanto queria.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Um jeito de estar sem você

Incrível como consigo ser ainda mais clichê quando me refiro a você, mas é que são doze anos vivendo a mesma saudade e sendo consumida pela falta que você me faz. E quanto mais o tempo passa, mais me convenço de que essa dor só se faz aumentar. Hoje eu sei que o tempo não consegue curar tudo e sei que algumas cicatrizes conseguem doer ainda mais que as próprias feridas.

Desde que você se foi, as coisas nunca mais foram completas. Estava sempre faltando um abraço, um sorriso, uma bronca, um carinho e um apoio. Em tudo que faço e em tudo que me acontece, falta você. O seu olhar atencioso e a sua força que me encorajava a enfrentar tudo e todos. Falta você aqui, juntinho de mim, me ajudando a ultrapassar meus próprios limites e a vencer meus medos.

Tem dias que sua ausência parece diminuir minha força e minha vontade e as coisas parecem não ter sentido sem você. Não tenho mais seu colo para me confortar, nem sua admiração pra eu conquistar. Não há nada que eu consiga comparar ao seu abraço e que faça eu me sentir segura de novo.

Por mais que eu acredite que você esteja me olhando de onde estás, mandando energias positivas e trabalhando para que meu destino se cumpra, eu queria sentir seu toque e seu perfume, passar as mãos em seus cabelo, dar risada das cócegas que você me fazia e sentir o melhor beijo de vó do mundo. Nem sempre a presença espiritual se faz suficiente e fecho os olhos torcendo para que, quando eu os abrir, você esteja em minha frente. E, mais uma vez, você não está, fazendo minha cicatriz latejar.

E aí eu me sinto sozinha de novo, e me vejo forçada a continuar, esperando que um dia eu descubra um jeito melhor de estar sem você.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A conselheira

Preciso me livrar de um rótulo. Preciso me livrar de uma imagem que eu mesma criei, mas parece ser um pouco tarde para isso. A forte, a que não sofre, a que sempre consegue tocar a vida em frente sem se prender ao passado. Essa era eu. Sim, eu disse era. E era porque eu queria ser, porque assim eu me fazia parecer ser. Tenho completo horror pelo sentimento de pena e, por isso, nunca quis que ninguém o tivesse por mim. Nunca quis ser a coitada, muito menos aquela que precisa do máximo de atenção. E tanto desperdicei oportunidades, que agora, quando me vejo precisando disso, não consigo encontrar.

Nunca precisei (e nem aceitei) pedir conselhos. E também foram poucas as pessoas que me ofereceram, porque a maioria via em mim somente o rótulo. A carcaça forte e resistente, que não se abala com nada. Por muito tempo eu gostei de ser assim, me sentia bem assim, mas hoje eu confesso que já não sei mais. Porque as pessoas acabaram se acostumando com essa ideia e acreditando que eu talvez seja auto-suficiente. Acho que muitos se esqueceram que eu também tenho sentimentos, tenho meus medos, minhas inseguranças e minhas aflições. Eu também preciso de um ombro amigo pra chorar, um abraço apertado pra me confortar e um carinho para me consolar. Tenho alegrias para contar, vitórias para comemorar e um turbilhão de sensações para compartilhar.

Mas se existe algum culpado por tudo isso, sou eu. Fui eu que me tranquei nesse mundinho perfeito criado por mim, para nunca me mostrar abalada. Fui eu que dispensei o que me foi oferecido e ri das situações para ser ainda mais convincente. Mas isso, ninguém nunca vai entender. Porque “ninguém vai entender o que você sente até passar pela mesma situação”.

E só hoje, ao me encontrar na mesma situação daqueles que sempre me pediram conselho é que percebi que preciso me livrar desse rótulo. Jogar fora essa carcaça. Mas também percebi que talvez seja um pouco tarde demais. Até porque, me conheço bem e, aprendi a ser conselheira, mas não aprendi a ser ouvinte.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Personagem Principal

Tem dias que paro pra pensar em coisas que talvez fosse melhor nem pensar. Mas a combinação música alta mais o nada para se fazer, não consegue impedir esses pensamentos. Além disso, algumas situações – como a que me encontro atualmente – trazem consigo, involuntariamente, esses momentos reflexivos.

É nestes momentos que consigo assistir minha vida, como um filme, relembrando cenas, diálogos e marcações. Analisando cada detalhe percebo que era muita pretensão achar que minha vida estava mesmo fechada e que eu conseguiria dirigi-la. Mas constatar isso faz surgir em mim um medo. Um medo grande que já passou daquela história de não querer perder o controle, porque isso eu sei que já perdi. É um medo que me instiga a mostrar coragem e que me mostra que toda aquela antiga segurança não tinha nada de corajosa, era só medo de sentir medo.

E aí eu perco meu pensamento em você. Nesse seu jeitinho rude que consegue me acalmar. Nessa sua mania de me deixar a vontade demais, conseguindo arrancar de mim tudo que você quer ouvir. Eu preciso dizer que me sinto a mais feliz das mulheres quando te vejo concentrado, pensando em nós. Eu gosto da sua desconfiança e do modo como você tenta disfarçar a sua insegurança. Me assusto com a sua solidão e com a sua ausência, mas ao mesmo tempo, sinto ainda mais vontade de ter você comigo. Mesmo longe você consegue ser presente, completamente vivo em mim, culpado por um sentimento bom que chega a transbordar.

Hoje eu já não saberia mais viver sem você. E eu confesso que isso nem passa pela minha cabeça. Odeio isso. Odeio não me preparar para o pior, mas é que esse seu abraço apertado espanta todo e qualquer pensamento ruim que eu possa ter. E quando alguma energia negativa tenta se aproximar, eu calço os seus chinelos e vejo que eu caibo em você, nesse seu colo aconchegante e nesse seu carinho enlouquecedor. Eu me encaixo nessa história, nesse roteiro, nesse filme. Nosso filme. O primeiro em que eu não me sinto como uma simples coadjuvante, mas sim, a personagem principal.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Adeus.

Nunca me dei bem com as despedidas, e agora não seria diferente. Eu confesso que esperei muito por esse dia, mas também confesso que eu não imaginei que seria assim, tão difícil.

Sou uma pessoa que não se habitua à rotina e sempre tive a necessidade de estar sempre em constante mudança. Mas um dia encontrei um lugar onde me senti tão bem, que consegui me firmar. Foram quase quatro anos de muito aprendizado e de um amadurecimento impossível de ser medido.

Também é impossível contabilizar todos os bons momentos que passei com pessoas que hoje ocupam um lugar especial em meu coração. Foram muitos que passaram por este caminho e com cada um consegui aprender a respeitar cada vez mais as diferenças entres os seres humanos. Tenho um profundo carinho e uma enorme admiração por cada um e sei que eles deixarão de ser meus colegas de trabalho, mas não deixarão de ser meus amigos.

Hoje, ao me ver prestes a deixar este lugar onde sempre me senti tão bem, percebi que realmente é possível se sentir triste e feliz ao mesmo tempo. Sinto-me tomada por uma alegria enorme por estar prestes a entrar em uma nova etapa de minha vida. Mas ao mesmo tempo é como se eu estivesse perdendo um pedacinho de mim...

[Pausa para a primeira lágrima... foi dado o primeiro abraço]

É preciso ir, e eu estou indo. Mas eu vou sempre olhar pra trás e agradecer por ter vivido uma experiência tão maravilhosa quanto essa. E esse nó na garganta vai surgir sempre que eu tocar neste assunto.

Adeus.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Ele fala por mim

Tem dias em que eu acordo com uma vontade absurda de escrever, de falar, de gritar algumas coisas pro mundo, mas não consigo encontrar as palavras certas. Mas aí, vem um tal de Gabito Nunes, que eu tenho certeza que vive me vigiando, e escreve justamente tudo aquilo que eu queria dizer. Que consegue sincronizar as palavras e fechar um texto de acordo com o que estou realmente sentindo naquele dia.

Hoje eu me sinto assim, como esse texto desse autor maravilhoso que posto abaixo. Tenho certeza que muita gente vai se identificar e dizer, pqp! esse cara deve me espionar!

Lá vamos nós

Não é que ainda não terminamos aquela conversa, a gente simplesmente ainda não descobriu onde ela vai dar. Aí deu um tempo e você ficou meio calado, e eu, meio maluquinha como sempre, fiquei falando sobre coisas desimportantes, preenchendo lacunas, em voz alta e nervosa. Eu queria ter razão pelo menos uma vez, mas sou inteira coração, e nunca consigo me esquecer disso. Eu queria obedecer à metade de mim que queria pedir desculpas pela fuga e os vinte dias sem aparecer por aí, mas melhor não. Ei, não sou eu quem faço as regras.

Na verdade, detesto as regras, essa dissimulação Anos 20, como um puro-sangue que precisa retardar a própria corrida pra manter-se no páreo, por mais nonsense que soe. Enquanto isso, enquanto digo coisas sem parar, enquanto mantenho minha fama de nem aí, por dentro da minha cabeça estou sempre correndo atrás de qualquer lugar que só existe porque lá está você. Mas dei um jeito de sumir, não é porque isso parece um pouco com amor, e amor pressupõe ingredientes grudentos e piegas, que não posso tomar a decisão racional de não mais te ver. Na maioria das vezes acho que amor é apenas o nome que dei a um barulho que não sai da minha cabeça.

Um pouco triste reconhecer: não tenho mais me surpreendido com nada. Mas aí você pergunta se pode dar um tempo segurando minha mão, como naquela música velha, qual?, aquela dos Beatles, você diz. E fica ali mensurando meus dedos, querendo saber significados de aneis, alisando palmas com o indicador, se fazendo de bobo como se soubesse ler nelas minha vontade de te ver amanhã, de novo - e eu vertendo um medo gelado e patético pelos poros. Odeio você quando tem de repente essas atitudes estúpidas e bonitinhas e diferentes dos outros. Eu me sentia bem melhor sem esperar nada da tela colorida do meu telefone. Aliás, ficou chato te dar o número errado, de propósito, é que faz parte do meu show.

Me conheço, se entrego tudo logo de cara, desenvolvo aqueles sintomas clássicos: os ruídos no estômago vazio esperando pra ver se vai mesmo ligar, em quanto tempo, se doze horas ou treze dias depois, e o que essa quantidade de tempo pode querer me dizer. Doida, eu sei, mas não é só isso. Tem também a versão psicótica de mim mesma imaginando o depois da ligação, que filme você vai sugerir no primeiro encontro, a primeira transa, como a gente vai engatar o tal relacionamento, em que partes do corpo sente cócegas, o que você vai achar do tamanho dos meus seios e da minha mania de comer presunto com mel. Quando vejo, lá vou eu, estou vivendo antecipadamente todo o enredo das coisas, sem deixar nada de bom pra realmente acontecer, facilitando o desencanto.

Como aqueles casais que soltam as mãos pra vencer divididos o poste de luz na rua, eu pensei que seria mais fácil me desvencilhar de você antes do primeiro obstáculo. Que, ok, havíamos nos encontrado por acaso, cruzado olhares guardados, mas nada que me atasse à você além de um laço bem feito, bonito, desses de presente, mas frágil, que se desfaz com um singelo puxão, e que se eu resolvesse rebentá-lo, seria isso e pronto.

Mas não foi isso e pronto. Eu já não sei esquecer seu rosto, me acostumei com esse seu jeito cabisbaixo de viver como se a vida tivesse acontecendo sem você. Aí você interfonou, disse o nome, tentei fingir não lembrar, ameacei chamar os bombeiros, mas deixei você subir. E não é que você subiu mesmo? Então, lá vamos nós, mais uma vez, seja o que for. Mas que pelo menos seja, dessa vez.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Que seja!

A gente faz promessas que nem sempre pode cumprir. Jura de pés juntos que não vai repetir certos erros ou que não vai agir novamente de determinada maneira, mas hoje eu sei que certas promessas não devem ser feitas.

Quem dera eu ter o controle de tudo e ter raciocínio rápido em todas as situações. Queria eu poder dizer que todos os meus movimentos e ações são friamente calculados, mas pode ter certeza de que não são. Na verdade ainda não tenho certeza se isso é completamente ruim, porque o arriscar-se muitas vezes me fascina e me encanta.

O problema é o medo que insiste em martelar e acender o aviso de alerta. E aí me pego pensando que a velocidade das coisas talvez esteja um pouco acelerada demais. Talvez seja isso que mais assuste. Intensidade é uma daquelas coisas que tinham sido prometidas, com aquela história de “devagar com o andor porque o santo é de barro” sabe?

Mas o que fazer quando você acorda e percebe que ir devagar já se tornou impossível? E que a situação já está mais do que longe dos olhos, tomando o caminho certo para se instalar dentro do coração? A razão decidiu tirar férias e levou suas promessas na mala. O que fazer quando se envolver deixou de ser uma questão de escolha e já se tornou uma necessidade em sua vida?

Sinto como se já fosse tarde para parar pra pensar e tentar entender o que está acontecendo. Parece que o mundo se tornou mais divertido e que a vida tem ainda mais sentido para continuar. É como se toda as outras coisas se tornassem insignificantes e, até mesmo, como se nada mais existisse e nenhuma outra coisa me fizesse assim, tão feliz.

Felicidade. Estado de espírito constante nos últimos dias. Vontade de abraçar o mundo e espalhar esse sentimento que em mim parece transbordar. Gritar pra que todos ouçam o quanto é bom quebrar certas promessas, abandonar alguns medos e entrar de cabeça em um mundo novo, sem olhar pra trás.

Hoje eu sei que “Eu não quero que seja pra sempre, nem que seja o certo. Eu só quero que seja.” (Caio Abreu)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Continua lindo!




Quando mais nova tinha a mania de fazer saldões com os melhores momentos de viagens, feriados, festas e finais de semana divertidos. Por isso, durante uma conversa com o Isaac D´Leon no último sábado, em nossa despedida do Rio de Janeiro, tive a ideia de fazer um saldão da nossa viagem que, sem dúvidas, vai deixar muitas lembranças e saudades.

* Tomar uma cachaça no Bar do Gomes
* Andar pelas ladeiras do Santa Teresa
* Dormir em pé no Mofo, na Lapa
* Surpreender com o movimento da Avenida Mem de Sá que fica fechada nos finais de semana
* Ter bares para todos os lados que olhar
* Ir ao Sinuca da Lapa, bar onde as únicas mesas são de sinuca
* Aprender um novo método de Sinuca
* Conhecer a Gabriela Cravo e Canela no bar da Cachaça na Lapa
* Pagar R$30 em uma garrafa de pinga
* Conhecer pessoas divertidas e completamente diferentes
* Ouvir previsões em um mesa de boteco e ver a mulher acertar tudo que diz
* Dividir uma cama de casal com dois amigos (e por duas noites!)
* Passar uma semana com um senhor italiano que não sabe se fala português ou italiano
* Ter um bordel de travestis em frente sua casa e poder acompanhar todo o movimento da janela do quarto
* Não conseguir pegar um ônibus e ter de ir à praia de táxi
* Correr para ver a gravação da Globo que não era da Globo
* Ter uma caixinha de contribuição a cada esquina e não ter dinheiro para contribuir
* Encontrar o Malvino Salvador na rua e ter de me comportar
* Ser as únicas pessoas de short e camiseta, enquanto os cariocas andavam de agasalho pelas ruas
* Pegar o ônibus errado e conhecer todos os pontos turísticos do Rio de Janeiro
* Ouvir Mombojó depois de tanto tempo
* Subir o Corcovado de trem
* Conhecer o Cristo Redentor
* Gostar do pagodeiro do trem
* Fazer amizade na loja do Corcovado
* Jazz na Lapa e fim da noite no Bar da Cachaça
* Negociar a canga do Isaac e no final ele não comprar
* Acordar com uma pessoa te observando no quarto
* Comer o Podrão dos Arcos da Lapa
* Tomar uma e pagodear no Inferninho da Lapa
* Show do Jorge Ben no Gafieira Elite
* Achar tudo normal
* Descobrir que o Rio de Janeiro é uma terra sem lei e sem trabalho
* Porra, caralho, caraca, podecrê, SIIIIM, pô, e demais figuras de linguagem
* Ficar suave na nave e de leve na neve
* 161, 162, 433, 434
* Ficar na área gay da praia de Ipanema temendo a reação das pessoas
* Almoçar Bob´s, lanchar Bob´s, jantar Bob´s
* Derramar um copo de coca cola do Bob´s
* Ficar perdidos em Ipanema
* Relembrar um passado remoto (mas isso foi bom! haha)
* Levar uma pessoa que você conheceu há alguns dias para dormir na casa em que está hospedado
* Maior legal! (hahaha)
* Descobrir o que é falir em uma semana
* Apaixonar-se por um lugar e não querer mais voltar para a casa... e perceber que o Rio de Janeiro, CONTINUA LINDO!















quarta-feira, 1 de junho de 2011

Faça valer a pena!



Os últimos dias têm sido de muita reflexão. Sobre mim, sobre o mundo, sobre a vida, sobre tudo. Ouvi coisas que eu nem sei se queria ouvir nos últimos dias e isso me fez pensar em coisas que eu tenho certeza que eu não queria pensar. Ah se eu pudesse controlar meus pensamentos, eu seria tão mais feliz!


Dei conselhos a alguns amigos essa semana, mas na verdade parecia que eu estava dando conselhos a mim mesma. Ou que eu estava tentando entender coisas que eu já nem mais tentava entender.


E aí me aparece essa música dizendo pra eu fazer tudo valer a pena, que a vida é intensa mas ao mesmo tempo é pequena. E depois esse texto tentando me dizer a mesma coisa. Eu precisava postá-lo aqui e dividi-lo com vocês. Porque tenho certeza que muitas pessoas estão assim, tão em dúvida quanto eu.


Afinal, não custa nada tentar fazer com que tudo valha a pena.



Paradoxo do Nosso Tempo - George Carlin


Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.


Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.


Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.


Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.


Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'. Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...se ame muito. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.