Eu te digo não, mas você entende sim. Eu peço para que você desapareça, e você se faz ainda mais presente. Eu te mando espinhos, e você vê rosas. Eu me faço indiferente, e você encontra em mim um turbilhão de sentimentos. Eu tento me afastar, mas você sempre consegue me fazer voltar atrás. E quando eu finalmente acredito estar certa, você chega como um furacão, me fazendo, mais uma vez, perder o rumo.
Esse seu jeito malandro não me convence mais. Não consigo encontrar a verdade em suas palavras e, mesmo assim, eu perco meu tempo tentando entendê-las. Eu releio nossas conversas, eu revejo as cenas e tento, em vão, me convencer de que há um pouco de sinceridade no que você diz. Quanto mais eu penso, mais confusa eu fico. Eu sei o que não quero, mas não consigo definir o que quero.
Encontrei aquele CD que um dia foi a trilha sonora da nossa história e ouví-lo parecia estar revivendo tudo de bom que vivemos. As músicas pareciam anular toda a raiva e rancor que guardei durante todo o tempo que ficamos sem nos falar, além de apagar da minha memória o mal que você me fez. Tenho momentos repentinos de sanidade que me fazem acordar e esquecer tudo isso, mas eles passam na mesma velocidade com que chegam.
Enquanto isso, vou metendo os pés pelas mãos. Fazendo e falando coisas que não deveria e deixando escapar entre os meus dedos aquilo que eu tanto queria.
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