Em contradição a um dos apelidos mais carinhosos que já ganhei, tenho aprendido a odiar “pessoas estrelas”. Aquelas que somente passam por nossas vidas, aparecem e desaparecem com uma facilidade invejável. Pessoas estrelas brilham num dia, enchendo-nos de alegria e, no outro, se apagam, deixando-nos na escuridão.
Além disso, o termo aplica-se também àqueles que só se preocupam com eles mesmos. Afinal, qual é a utilidade das estrelas a não ser enfeitar o céu e nos encantar? Uma compete com a outra, uma sempre quer se destacar das demais. E nenhuma delas se importa com os pobres mortais que, da Terra, as admiram.
Pessoas estrelas também não. Não se importam com os sentimentos dos outros e nem se preocupam se a sua ausência machucará alguém. Pessoas estrelas querem brilhar e, para isso, são capazes até mesmo de roubar o brilho dos olhos de alguém. Se acham no direito de encantar, iludir e, depois, somem sem deixar pistas pelo buraco negro da vida. São egoístas, mesquinhas e cheias de si. São perturbadoras e não se contentam com pouco, querem sempre mais. Estão sempre atrás de mais brilho ou do pouco que sobrou naqueles que já sofreram em suas mãos. Quanto mais, melhor. Afinal, ninguém pode brilhar mais que uma pessoa estrela.
O problema é que não há como identificá-las antecipadamente. As pessoas estrelas irão sempre aparecer. E sumir. E aparecer novamente. E fazer doer. Estarão sempre indo e vindo, pelo simples prazer de roubar o brilho dos seus olhos. E será sempre assim. É assim com a/o minha/meu “estrelinha”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário