segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ainda dói.

Mesmo depois de três meses, entrar naquela casa não foi fácil. Além de ela estar vazia, também senti um vazio enorme dentro de mim. O quarto sem a cama, o sofá sem sua presença, o cheiro de casa limpa, sua foto em cima da mesa. Doeu muito. E eu não esperava que fosse tanto assim.

É por isso que hoje vou postar este texto que fiz há três meses atrás, mas que acho que ainda se encaixa nos dias de hoje...

São onze anos sem você. Sem seus carinhos, sem seu sorriso, sem sua presença, sem seus abraços mais do que confortadores, sem suas brincadeiras, beliscões, gargalhadas... São onze anos com uma dor que não passa, que sufoca sempre mais e que parece que nunca vai deixar de existir.

Um dia me disseram que o tempo cura tudo. Mas esqueceram de me avisar que mesmo depois de curadas, algumas dores nos acompanharão eternamente. É verdade que parte desta dor se transforma em saudade e que as boas lembranças ajudam a confortar. Mas também é verdade que nem assim o vazio no peito passa e a vontade de estar perto também não diminui.

Se antes já era difícil, agora é impossível que este dia não seja de tristeza, saudade e melancolia. “Metade” de você ainda vivia comigo. Essa sua metade passou a receber toda a minha confiança, todos os carinhos, toda a atenção que eu já não mais podia lhe dar.

E hoje me vejo sozinha. Sem você e sem a sua metade, que agora está junto de ti novamente. Estou tentando, mas não consigo imaginar minha vida sem a sua presença, mesmo que sendo pela metade. E a única certeza que tenho agora é a de que a dor vai ser ainda maior. As feridas foram reabertas, estão de volta as tristezas, o medo e a insegurança.

Mas no fundo escuto uma voz. É você tentando acalmar meu coração, tentando fazer com que eu entenda o que aconteceu, querendo me convencer que já era hora de você e sua metade se reencontrarem. Sua metade também fala. Diz que eu não estou sozinha e que juntos, vocês continuarão zelando por mim, acompanhando todos os meus passos, torcendo por minhas vitórias e comemorando minhas conquistas.

De alguma maneira eu acredito. Tenho certeza que nem você, nem sua metade me abandonarão e me sinto na obrigação de continuar, tocar em frente pra poder lhes encher de orgulho.

E espero pelo dia em que nos encontraremos de novo... Eu, você e sua metade. E seremos novamente uma família.

Vó Maria e Vô Bembém, amo vocês!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Parabéns, amiga!

Depois de quatro anos essa é a primeira vez que não vou poder te dar um abraço de parabéns e dizer que lhe desejo muitas coisas especiais em sua vida. Não vamos fazer festinha na sua casa e ver o general nos deixar beber, mas não deixar você. Nem vamos dar manotas e mais manotas falando besteiras sem nos lembrar que seu pai está em casa. Não vamos tirar a tradicional foto no banco e nem brincar com os brinquedos dos seus primos. Não vamos ficar impressionadas com o silêncio dos seus inúmeros cachorros (a Pandora sozinha faz muuuito mais barulho que eles, rs).

E é por isso que decidi escrever esse depoimento. Pra dizer que hoje eu sinto ainda mais falta de tudo isso. Mas, que mesmo distantes, eu ainda continuo lhe desejando todas aquelas coisas clichês que todo mundo sempre nos diz no nosso aniversário e, mais ainda, que estou aqui torcendo sempre por você. Pelo seu sucesso, pela realização dos seus sonhos e pela concretização dos seus planos.

Criamos um laço forte e, sem dúvidas, ao mesmo tempo, duradouro. E mesmo que hoje não possamos comemorar seu aniversário com festinha, comemoraremos mesmo que em pensamento. Relembrando tudo que já fizemos, falamos, rimos, choramos. Minha memória profunda guardará estes momentos para sempre, não há como deletar.

Eu amo você e hoje, neste dia tão especial, primeiro agradeço à Deus por ter colocado você no meu caminho. Eu realmente precisava de alguém que me imitasse, me irritasse com os detalhes futebolísticos, que me contasse histórias que pareciam mais fantasiosas que verídicas, que fosse divertido brigar e que se tornasse uma verdadeira amiga.

Depois disso, te dou os Parabéns! Desejo um Feliz Aniversário! Repleto de mudanças, de vitórias e de muita satisfação. Sucesso, saúde, felicidade, paz, amor, harmonia, equilíbrio e juízo. Muito juízo, porque hoje a gente realmente precisa. Rs

E por mais que eu não possa te dar um abraço, tenha certeza que mesmo de longe estarei sempre aqui. SEMPRE e pra tudo!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Voltei.

Não. Não é da música do Molejão que estou falando. Voltei pra cá. Voltei a escrever. Comecei a freqüentar sempre outros blogs e ler os posts me fez lembrar que além de gostar de ler, também me agrada muito escrever.

O tempo hoje é ainda MAIS corrido do que o tempo dos últimos posts. A monografia acabou (Passei com 95 pontos, se é que isso interessa e esclarece certas informações divulgadas na mídia formiguense. Ta. Tudo bem. Eu realmente adoro incomodar! Rs), e a faculdade também. Hoje sou uma jornalista (tive de atualizar o perfil), assessora de comunicação da ACIF, CDL e Sicoob Centro-Oeste.

Os problemas a que eu me referi? Hahaha... Não são nada se comparados aos de hoje. Tive de mudar minha postura do dia pra noite. Festas, bebedeiras, fiascos alcoólicos, são agora apenas lembranças (que deixaram saudade, inclusive). Me preocupo com a imagem, postura, comportamento. Com quem está por perto, quem olha, com as paredes que têm ouvidos.

Hoje perdi minha melhor amiga. Ta, exagerei. Mas não a tenho mais aqui ao meu lado a qualquer hora, em qualquer lugar, a qualquer circunstância. Havíamos jurado amizade eterna. Combinamos de nos levar ao altar e seríamos madrinhas dos nossos filhos. Ela me disse que estaria sempre aqui, que era só ligar que ela vinha correndo. Foi sempre pra ela que corri pra contar meus problemas, e foi ela quem esteve ao meu lado nas situações mais difíceis que já enfrentei.

Eu tinha certeza que nos separaríamos somente no dia em que a hora do altar chegasse. Mas o destino optou por nos pregar uma peça bem no meio do caminho. E neste momento só consigo pensar no que vai ser de mim sem ela aqui?
Pra quem vou pedir conselhos? Quem vai me dizer não o que eu quero ouvir, mas sim o que eu preciso ouvir? Quem vai me dizer que vai estar ao meu lado sempre e que entende tudo que eu estou sentindo? Quem vai apelidar todas as pessoas desinteressantes e me fazer dar gargalhadas com a incrível capacidade de falar inúmeras bobagens por minuto? Quem vai ser neurótica, psicopata e compartilhar do mesmo vício de arrancar cabelos que eu?
São quase 20 anos de amizade. Temos mais que histórias para contar, temos planos para concretizar, sonhos a realizar. “Não há memória em que não apareça, nem lembrança em que ela não esteja”. E não consigo acreditar que teremos mesmo de nos separar.

Mas, assim como o poeta, eu “espero que o tempo voe, para que você retorne, pra que eu possa te abraçar”. Porque e sei que é isso que vai acontecer. Por maior que seja a distância, estaremos sempre juntas. E, mesmo que seja só no dia do altar, tenho certeza que a gente ainda vai se encontrar e vamos continuar de onde paramos. Realizaremos nossos sonhos, concretizaremos nossos planos e teremos a certeza de que nosso laço é muito mais forte que qualquer adversidade. Riremos do passado, relembraremos histórias que nos marcaram para sempre e, principalmente, continuaremos planejando nosso futuro, SEMPRE JUNTAS.

A saudade já dói. Mas eu sei que “o acaso vai nos proteger, enquanto andarmos distraídas” e mesmo distante, você está aqui; em minhas memórias, no meu pensamento e no coração. Jamais esquecerei o quanto você se fez importante e especial; o quanto fomos felizes e nos divertimos juntas, nossas viagens, bebedeiras, conversas eteeeernas, cheias de detalhes, nossas fofocas, nossos choros e sorrisos e, principalmente, essa amizade forte e duradoura que construímos juntas.

São semanas que parecem anos. E por mais que mantenhamos contato sempre, parece que não conversamos há uma eternidade. Queria poder olhar pra você agora e te chamar de Mielly Silva Martins, Maricleide, Mari, Vaquinha, Cobra Felina... AMIGA. Queria poder compartilhar as coisas que andam acontecendo. Ouvir seus conselhos e bolar planos mirabolantes.

Eu sei que não posso... Então, fico só na saudade.