segunda-feira, 19 de julho de 2010

Enfim, criei coragem

A coragem demorou para aparecer, mas cá estou para enfim desabafar.

Prestes a comemorarmos 4 anos e 6 meses de história, de muita história na verdade, talvez seja realmente a hora de te dizer estas coisas.

É em respeito a essas muitas histórias que acredito ter chegado o momento de realmente dizermos adeus. Diz o poeta que sempre devemos entender quando é chegado a hora de fecharmos ciclos, virar a página. É bobagem insistir em uma situação terminada, principalmente em relações falidas.

Dói muito pensar que isso aconteceu. Conseguimos nos perder pelo caminho, conseguimos deixar o tempo, a distância e as adversidades vencerem aquele sentimento que existia e que nós, tolos, insistimos em dizer que ainda vive.

“Há gente que volta a um amor pra terminar o trabalho e estragar as boas lembranças”, e eu sinceramente não quero que isso aconteça entre nós. Só de coisa boa eu vivo, e quero continuar assim.

Busco explicações pro nosso fracasso, principalmente para o meu erro, por ter conseguido te perder. Mas a partir de agora decidi que não vou mais fazer isso, até porque durante todo este tempo nada descobri e tenho certeza que se continuar procurando, nada vou encontrar.

Hoje eu só preciso dizer que amo você, mas também tenho o direito de me amar e de querer seguir em frente. Eu só não sei como fazer isso, mas talvez o tempo me ensine.

Enquanto isso, vou continuar fingindo que sou forte, que não me importo, que não sinto sua falta. Vou continuar fingindo para os outros, mas principalmente para mim mesma, pois mais do que convencer a todos, preciso conseguir me convencer de tudo isso.

Continuarei fazendo de conta que não penso em você, que não tenho vontade de conversar, de estar ao seu lado e de ouvir você dizer que me ama. Preciso aprender a não te querer, assim como você talvez já tenha aprendido...

Mas também preciso confessar que tudo ao meu redor me faz lembrar você: músicas, textos, frases, casos, fotos, viagens. Tudo me lembra as coisas boas que já vivemos e o quanto você já me fez feliz.

Mas como depois da calmaria, sempre vem a tempestade, me vêem a memória o quanto estamos destruindo essas recordações. Minhas lamentações, minha falação e a necessidade de sempre tocar em assuntos do passado. Sua falta de paciência, suas piadinhas sem graça e a necessidade de sempre tocar na minha ferida. É, realmente não dá mais.

Há algum tempo espero o dia em que nos entenderíamos de novo. Sonho com nossa reconciliação, com um futuro juntos e felizes. Mas acho que isso tudo vai continuar sendo pra sempre um sonho, uma vontade reprimida, uma ideia platônica.
Só posso dizer mais uma vez que AMO MUITO VOCÊ e vou sofrer toda vez que imaginar alguém ao seu lado, ocupando o meu lugar na cama, falando tudo que eu te disse, ouvindo coisas que eu queria estar ouvindo e vivendo uma história que eu quis tanto viver.

Vou sentir saudades, mas vou guardar as boas lembranças pra ocupar estes momentos.

Mas dói mais ainda saber que você vai ler tudo isso e dizer: “Ta. Tudo bem. Você quem sabe.”

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