quarta-feira, 28 de julho de 2010

Planejando não planejar

Trabalhando MUITO, com dores e trabalhando MUITO de novo. Essa é a resposta pra quem pergunta por mim. Ultimamente meus dias têm sido assim. Trabalho, casa, trabalho, trabalho, casa, pensamento no trabalho, sono acumulado. Ah! E claro que durante todos estes momentos ela está presente. Sim, ela: a dor! Não é dessa dor que vocês estão pensando que estou dizendo, mas da dor estranha na barriga que arrumei nos últimos dias (bom, daqui há algumas horas essa dor completará uma semana de existência).

Tenho certeza que algumas pessoas vão dizer: “- Ótimo! Pelo menos você não tem tempo pra pensar em certas bobagens (rs).” Mas tudo bem, eu nem vou me dar ao trabalho de responder, porque assim como eu queria realmente não ter tempo pra isso, eu também não quero falar sobre esse assunto. Ponto final.

Tenho me avaliado muito nos últimos dias e, acho que pela primeira vez nessa minha vidinha tenho me sentido mais responsável, mais determinada e compromissada com as minhas coisas. E ÓBVIO que isso me assusta, e muito! Penso sempre nas coisas que já estão mudando e nas coisas que ainda vão mudar e não sei se realmente quero que tudo isso aconteça. (Não precisa me dizer que é a ordem natural das coisas e que eu não posso fazer nada para mudar isso, eu já sei! Mas poxa! Eu queria poder ter pelo menos o controle dessa situação.)

Não ter certeza de algumas coisas me dá medo. E eu nem ligo se você me chamar de medrosa, eu sempre fui e nunca neguei isso a ninguém. Mas, de qualquer maneira, não pense que por ter medo eu desistirei de tentar. Não se engane, e muito menos se iluda com isso. Além de me ver mais responsável, estou ainda mais batalhadora e com o desejo de conquistar, ir além. E tenha certeza que não tenho medido esforços para alcançar meus objetivos.

Tracei muitos planos para mim e, apesar de não querer falar sobre o principal, posso dizer que um deles é este: chegar onde sei que posso e me tornar uma das pessoas mais realizadas que já conheci.

Pode ser que demore, mas não tem problema. Andei treinando minha paciência e estou começando a aprender a esperar. E depois de cumprir estes planos, vou parar de planejar, viver a vida como ela quiser ser e deixar tudo acontecer... Mas acho que assim já estou fazendo outro plano, né?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Enfim, criei coragem

A coragem demorou para aparecer, mas cá estou para enfim desabafar.

Prestes a comemorarmos 4 anos e 6 meses de história, de muita história na verdade, talvez seja realmente a hora de te dizer estas coisas.

É em respeito a essas muitas histórias que acredito ter chegado o momento de realmente dizermos adeus. Diz o poeta que sempre devemos entender quando é chegado a hora de fecharmos ciclos, virar a página. É bobagem insistir em uma situação terminada, principalmente em relações falidas.

Dói muito pensar que isso aconteceu. Conseguimos nos perder pelo caminho, conseguimos deixar o tempo, a distância e as adversidades vencerem aquele sentimento que existia e que nós, tolos, insistimos em dizer que ainda vive.

“Há gente que volta a um amor pra terminar o trabalho e estragar as boas lembranças”, e eu sinceramente não quero que isso aconteça entre nós. Só de coisa boa eu vivo, e quero continuar assim.

Busco explicações pro nosso fracasso, principalmente para o meu erro, por ter conseguido te perder. Mas a partir de agora decidi que não vou mais fazer isso, até porque durante todo este tempo nada descobri e tenho certeza que se continuar procurando, nada vou encontrar.

Hoje eu só preciso dizer que amo você, mas também tenho o direito de me amar e de querer seguir em frente. Eu só não sei como fazer isso, mas talvez o tempo me ensine.

Enquanto isso, vou continuar fingindo que sou forte, que não me importo, que não sinto sua falta. Vou continuar fingindo para os outros, mas principalmente para mim mesma, pois mais do que convencer a todos, preciso conseguir me convencer de tudo isso.

Continuarei fazendo de conta que não penso em você, que não tenho vontade de conversar, de estar ao seu lado e de ouvir você dizer que me ama. Preciso aprender a não te querer, assim como você talvez já tenha aprendido...

Mas também preciso confessar que tudo ao meu redor me faz lembrar você: músicas, textos, frases, casos, fotos, viagens. Tudo me lembra as coisas boas que já vivemos e o quanto você já me fez feliz.

Mas como depois da calmaria, sempre vem a tempestade, me vêem a memória o quanto estamos destruindo essas recordações. Minhas lamentações, minha falação e a necessidade de sempre tocar em assuntos do passado. Sua falta de paciência, suas piadinhas sem graça e a necessidade de sempre tocar na minha ferida. É, realmente não dá mais.

Há algum tempo espero o dia em que nos entenderíamos de novo. Sonho com nossa reconciliação, com um futuro juntos e felizes. Mas acho que isso tudo vai continuar sendo pra sempre um sonho, uma vontade reprimida, uma ideia platônica.
Só posso dizer mais uma vez que AMO MUITO VOCÊ e vou sofrer toda vez que imaginar alguém ao seu lado, ocupando o meu lugar na cama, falando tudo que eu te disse, ouvindo coisas que eu queria estar ouvindo e vivendo uma história que eu quis tanto viver.

Vou sentir saudades, mas vou guardar as boas lembranças pra ocupar estes momentos.

Mas dói mais ainda saber que você vai ler tudo isso e dizer: “Ta. Tudo bem. Você quem sabe.”

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Saúde. Amém. Perto de mim não tem ninguém.

Eu odeio espirrar, assim como odeio o fato de que nos últimos dias não tive tempo e muito menos disposição para escrever aqui. Tá, eu confesso, foi menos disposição e vontade do que tempo que me faltaram, maaaassss...

O mês de junho acabou. Acabou meu inferno astral, mas a turbulência não deu lugar à calmaria. E eu até hoje não consegui entender o por que disso. "Eu não sei se é saudade ou o costume de pensar em você!" E estou até hoje refletindo sobre esse assunto. Ou não. Decidi parar de pensar, mas é uma pena que meu coração e minha mente aprenderam a não me obedecer.

Acho que voltei pra uma fase boa da vida. Revivendo momentos parecidos com alguns de 2008, quando conheci os presentes de minha vida. rs Mas eu jurava que tudo isso tinha passado e eu realmente não sei se estou vivendo por vontade ou se o vento ta me tocando... É, mas pelo menos eu me divirto. E enquanto isso eu me distraio e esqueço de pensar em certas coisas que to tentando esquecer.