terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Renovando promessas... e tirando poeira desse blog!

O fim do ano se aproxima... e agora começa toda aquela euforia com festas, presentes e principalmente com promessas! É um tal de ano que vem vou fazer isso, vou ser assim, não vou repetir aquilo... Tal coisa vai ser diferente... muita coisa vai mudar!
Kilos à menos, mais responsabilidade, novo emprego, mais tempo para si, amar menos (ou mais!), divertir mais (ou menos!), casar (ou separar) ou pelo menos arrumar um namorado (a)... Ou então, continuar na mordomia e na liberdade da vidinha de solteiro... Comprar um carro, uma casa... (nem que seja jogando banco imobiliário!rs) Fazer um curso qualquer, trabalhar voluntariamente, dormir menos... Esquecer o passado! Jogar fora toda aquela tralha velha que te prende a algo ou alguém que já passou... Esquecer, abandonar, desprender... Aprender e fazer valer todas as lições aprendidas com os tombos e fracassos... Jurar não errar novamente!
Cada um promete sempre alguma coisa... e assim, mais um ano se vai, ficando apenas lembranças... E o outro se constrói com base de promessas...
O engraçado é que os dias passam e as coisas continuam como antes... quase nada muda! Todo mundo continua na mesma correria de antes, cometendo os mesmos erros... E as promessas? São esquecidas em um canto qualquer junto com as tralhas do passado... E quando, por algum motivo, esse passado é lembrado de maneira triste, lembra-se também das promessas... e essa lembrança, nos faz reafirmá-las...o ciclo então se repete...
Então agora, aqui estou eu renovando as minhas promessas... Jurando não repetir no próximo ano os erros que cometi neste... Prometendo kilos à menos, mais responsabilidade, menos ilusão... Reconheço toda minha insensatez...todas as loucuras! Reconheco meu arrependimento de certas coisas, porém, algumas outras prefiro repetir a esquecer! Confesso que caí, vacilei, me machuquei...mas sobrevivi! E aprendi a fazer o que me faz bem, o que me deixa bem e justamente por isso aprendi a abandonar o que incomoda ao invés de ficar lutando contra coisas quase impossíveis. É...aprendi a desistir! A não querer vencer sempre, já que perder também faz parte do jogo! Só por essa já posso dizer que já mudei bastante e tenho controlado bastante meus desejos... Prometo tentar mudar, só não prometo conseguir! Só não me peça pra esquecer, porque isso eu já sei que nunca vou conseguir!
Vou mudar! Aliás, acho até que já mudei bastante!

Promessas renovadas...que venha 2009!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Saudaaaade que me consomeee!

Saudade:
Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade de um filho que estuda fora. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga, Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, Se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; Se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; Se ele continua preferindo Malzebier; Se ela continua preferindo suco; Se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; Se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; Se ele continua cantando tão bem; Se ela continua detestando o MC Donald`s; Se ele continua amando; Se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; Não saber como frear as lágrimas diante de uma música; Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer; Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler... (Miguel Falabella)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Tá difícil...

A idéia inicial realmente era de postar todos os dias... mas confesso que, quando não é a falta de tempo que me impede, a "pligricinha" bate e o sono fala mais alto...
As coisas continuam corridas... e acelerando cada dia mais... Os problemas também! E, por causa deles, o medo tem aumentado suas proporções... Tá difícil... tá realmente muito difícil! E eu não sei mais o que fazer!
Tenho feito de tudo para que as coisas saiam da melhor forma possível, mas o beija-flor só pode ter pego praga de urubu... essa é a única explicação que encontrei...
É ruim acordar sem disposição para nada... andar pelas ruas desejando não encontrar ninguém... fazer as coisas sem motivação... sentir vontade de ficar deitada pra sempre e não levantar para fazer nada... é, realmente é muito ruim! Porém, ultimamente estou assim... Não quero ver ninguém, não quero falar com ninguém, não tenho paciência para nada e com ninguém, não quero trabalhar, não quero estudar... não quero nem ficar sentada nos banquinhos! (Meu Deus, será que eu to doente?)
As coisas ruins estão martelando... martelando... martelando... e eu só fico pensando o que eu fiz pra tudo estar dando tão errado assim?!? Será que era sonho e eu agora estou acordando? Ou será que estou entrando em um pesadelo?
De tanto pensar e tentar entender, a minha imaginação tem ficado cada dia mais fértil e já estou misturando fantasia com realidade, realidade com fantasia... O pior de tudo é que já não consigo separar e definir qual é qual... Eu e minhas velhas crises...

Mudando, literalmente, da água para o vinho...
Enfim, o fim da política! (Pelo menos da campanha eleitoral 2008) Já não aguentava mais horário eleitoral, conversas sobre o assunto, expectativa de saber quem seriam os futuros administradores do município... Já não aguentava mais taaaaaanta baixaria e falta de respeito...
Bom.. mas isso deixa para o próximo post... o tempo é corrido! rs

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Prazer pela metade

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido - uma só. Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil'). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo. Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai. Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação.... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão.Às vezes, dá vontade de fazer tudo 'errado' - deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'. Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de coco, um sofá pra eu ver 10 episódios do'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Clive Owen embrulhado pra presente - não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.



Texto de Leila Ferreira - jornalista, apresentadora de TV, escritora. Mineira de Araxá, ex- Globo, atual TV Minas.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Até agora não consegui entender o por quê dessa minha vontade súbita de criar um blog... Ouvi hoje pela manhã (do meu querido companheiro de assessoria...rs) que o blog vem suprir a ausência do orkut que deletei há alguns dias, mas, será mesmo?

Sempre tive facilidade e senti necessidade de escrever o que tenho pensado, sentido e até mesmo aquelas coisas estranhas que não consigo definir... Talvez seja essa a explicação... Ou talvez não exista explicação alguma... Simplesmente deu vontade e aqui estou... escrevendo meu primeiro post...


Tudo anda completamente diferente do que sempre foi... São tantas mudanças... é tanta novidade, que estou um pouco perdida no meio disso tudo...

As responsabilidades no trabalho aumentam gradativamente e junto à elas, também cresce a expectativa em relação à famosa e temida MONOGRAFIA... (ohh palavrinha fdp que tem me tirado o sono! rs) Tudo bem que ainda estou no meu primeiro Projeto Experimental, mas em menos de um ano esse pavoroso trabalho deve estar pronto. Pronto, corrigido e na ponta da língua para encarar a banca.. Melhor nem pensar nisso por enquanto!

As relações se dividem... Coração bate acelerado e isso tem me feito um bem danado! Por outro lado, é estranho passar por algumas pessoas que fazem questão de se mostrarem com um ódio gigante contra mim... É estranho sim, mas, ao mesmo tempo tento pensar que pessoas assim é melhor mesmo não ter por perto para não nos enganarmos no futuro... Talvez seja isso mesmo!

Tô com saudades de uma fase boa que passei nos últimos tempos... Aliás, boa é pouco... como diria o Richard, foi SENSACIONAL... Pena que todo mundo é "gente grande" e tem que se preocupar com os inúmeros problemas da vida... E assim, as micaretas estão ficando mais ausentes... Junto à elas estão os encontros que também estão cada dia mais difíceis de acontecer...

Além disso, o fato de ter excluído o orkut realmente me deixou um pouco mais distante dessas pessoas que tem sido difícil encontrar pessoalmente e que até pelo msn é complicado... Tlavez entõ o blog seja mais uma ferramenta para o contato com tais ausentes... E aí volta aquela questão de que o blog vem suprir a ausência...